
Combinações ao estilo praia + sol + diversão nunca despertaram um interesse tão forte comigo. Mesmo assim, coloco-me aberto para descobrir novas possibilidades de roteiro. Foi assim quando li a matéria sobre o Saco do Mamanguá na revista Viaje Mais, edição 93.

Além da foto que ilustrava a matéria, peguei-me com uma expressão até então desconhecida por mim. Lá estava escrito: “o único fiorde brasileiro”. Descobri que fiorde significa uma grande entrada do mar em volta de altas montanhas rochosas. Estes cenários são normalmente encontrados na costa oeste da península escandinava, como a Noruega que se utiliza muito bem desse elemento natural como principal atração do país. Os fiordes formaram-se, originalmente, devido a ação de imensas placas de gelo chamadas geleiras, ou glaciares, que se movimentam em

direção ao mar como se fossem grandes rios congelados. Os fiordes modernos só existem em regiões costeiras montanhosas onde o clima é, ou foi, frio o suficiente para permitir a formação de geleiras abaixo do nível atual do mar. Por este motivo existe controvérsia sobre o nosso fiorde tropical. Para alguns estudiosos, por não ser datado da Era Glacial e ter águas rasas ele não passaria de uma ria, isto é, uma configuração geográfica formada pela foz de um rio.
Deixando estas discussões de lado, a verdade é que o Saco do Mamanguá me encantou de imediato. Localizado no município de Paraty, fazendo parte da Área de Proteção Ambiental (APA), possui uma uma entrada de mar de coloração esverdeada que se estende por 8 Km até se encerrar no mais bem preservado manguezal da Baía da Ilha Grande. É um cenário único em que o mar esverdeado se encontra com a Floresta Tropical Atlântica, onde vive a comunidade de caiçaras – os pescadores, artesãos e agricultores locais.
O acesso é possível de barco, o que proporciona um passeio inesquecível saindo de Paraty, Paraty-Mirim, opção mais próxima ou por trilhas.
Uma das montanhas mais altas é chamada Pão de Açúcar, com cerca de 400m de altura .O acesso é feito por uma trilha no meio da Mata Atlântica, onde se pode desfrutar de toda a beleza da vegetação nativa da região, além da vista total do Saco do Mamanguá ao chegar no topo.
Na década de 70, com a chegada do turismo, os barquinhos começaram a ser comercializados. Hoje, o artesanato é economicamente importante para os caiçaras. Em geral é feito com a caixeta, uma madeira mole da família do ipê, também chamada de ipê-branco.
Programando a viagem:
A alta temporada começa em novembro e se estende até o mês de março. Para quem pratica trekking, maio é o mês mais indicado pela ocorrência de poucas chuvas.
Como chegar:
Saindo de São Paulo, siga pela BR-101 (Rio-Santos) até Parati-Mirim, na altura do Km 581. A partir de Parati-Mirim é possível pegar a trilha usada pelos caiçaras que poderá ser feita em três horas ou seguir de barco.
Dicas - O que levar: lanterna e pilhas; repelente contra mosquitos e insetos; medicamentos de uso habitual (anti-alérgicos, analgésicos); máquina fotográfica, carregador de pilhas/bateria; protetor solar e labial; chapéu ou boné; óculos de sol; roupas leves, tênis e chinelos confortáveis; capa plástica de chuva.
PASSEIOS:
Praia de Paraty Mirim e Saco do Mamanguá, verdadeiro berçário marinho. Parada para banhos na Praia de Paraty Mirim, depois seguirão de barco até o Saco do Mamanguá, parada para banho nas praias de Mamanguá.
Duração do passeio: 07 hs
Acesso: Translado de jeep(50km) de Paraty até Paraty Mirim.
Contato: Jeep Tours
Telefone: (24) 3371-8606
Site:
http://www.jeeptours.com.br/ONDE FICAR:
Existem algumas casas para alugar, porém lá não existe luz elétrica. Também fazem passeios.
Informações: Telefone: 11 9629-6355 / 24 9956-9995
E-Mail:
info@sacodomamangua.comFontes:
http://www.sacodomamangua.com/http://www.paraty.tur.br/sacodomamangua/Revista Viaje Mais – edição 93.